Nota Pública da Rede Trans em alusão ao Dia do Trabalhador

O Dia do Trabalhador, Dia do Trabalho, Dia Internacional dos Trabalhadores ou Festa do Trabalhador é uma data comemorativa internacional, dedicada aos trabalhadores, celebrada anualmente no dia 1 de maio, em quase todos os países do mundo.

A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos), no dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias, neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores.

Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. O resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas, realidade muito próxima aos dias atuais onde a retirada de direitos previdenciários devem ser monitorados por parlamentares e sociedade civil organizada visto a possibilidade de retrocessos para aposentadorias futuras no Brasil.

A maioria das políticas públicas governamentais para pessoas travestis e transexuais até o início desta década era direcionada para prevenção de doenças e muito pouco no combate à exploração sexual, na área da saúde nesta década, avançamos na garantia no SUS sobre o processo transexualizador, porém, ainda muito distante de uma política que acolha a demanda principalmente do interior do país, mas o principal desastre ainda está em pleno 2019 para políticas de inclusão na escola e no trabalho.

Através de projetos dos movimentos sociais da década passada subestimasse que em torno de 87% da população de mulheres travestis e transexuais sobrevivem da prostituição do Brasil, da sigla LGBT as pessoas trans são as mais excluídas da escola e do mercado de trabalho, pois a discriminação à identidade de gênero das pessoas travestis e transexuais são realidade do constante abandono e da exclusão nas tentativas de acesso ao trabalho de jovens travestis e transexuais.

A População que por opção ou imposição da sociedade sobrevive do exercício de profissional do sexo não possui condições dignas de segurança e respeito a sua profissão, prova disso são os dados do dossiê da Rede Trans Brasil onde tivemos 146 mulheres trans e travestis assinadas em 2018 e 130 foram assassinadas no local trabalho para sua sobrevivência a via pública e a noite.

Tristes lembranças ao dia do Trabalhador, onde para sugestionar boas lembranças de resistência a este tema, nossa homenagem a Maitê Schneider idealizadora do projeto Transempregos, criado no ano de 2013, é o mais antigo projeto de empregabilidade para pessoas travestis e transexuais no Brasil e que possui o maior banco de dados e currículos deste segmento dentro do país.

Feliz Dia da Resistência de Pessoas Trans no Brasil em busca de trabalho digno para sua sobrevivência e existência.

 

Tathiane Aquino de Araújo

Presidente da Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil

 

 

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Nota Pública da Rede Trans em alusão ao Dia do Trabalhador

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