Homenagem Pública da Rede Trans Brasil à travesti Amanda Marfree

Vimos através desta homenagem agradecer as contribuições da militante paulista Amanda Marfree, 35 anos, vítima nesta madrugada de Covid-19.

A atuante além de pessoa física filiada à Rede Trans Brasil, trabalhava como orientadora sócio educacional no Centro de Referência e Defesa da Diversidade (CRD) em São Paulo, e militava também no Grupo Pela Vidda São Paulo, Amanda iniciou sua militância pela causa Trans após ser usuária de programas de inclusão destinados a nossa população, prestava auxílio as pessoas Trans necessitadas, intensificando este trabalho durante a quarentena da pandemia com arrecadação de cestas para distribuição as mulheres travestis e transexuais em situação de vulnerabilidade.

Junto as atividades e eventos da Rede Trans em 2019, além de ponto de referência em São Paulo do Observatório de Advocacy e na pesquisa do perfil sócio econômico da população Trans, foi coordenadora estadual no último mês de outubro na realização do último workshop regional sudeste junto a Bruna Vallin.

Esta Rede Nacional abalada com sua tão inesperada partida presta uma singela homenagem, lembrando a forma tão legitima e atuante de seus pequenos e tão sonhados desejos de uma sociedade que nos enxergue como humano, visão de mundo que mesmo com tanta adversidade não foi arrancada de seu grande coração, vagarosas saudades e silenciosas lembranças, versos de Clarice Lispector citados por você o qual escolhemos no poema abaixo: Saudades… Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.

“Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me pego pensando no passado, eu sinto saudades … Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei … Sinto saudade dos que se foram e de quem não me despedi direito, daqueles que não tiveram como eu dizer adeus… Sinto saudade das coisas das coisas que vivi e das quais deixei passar. Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que … não sei onde… para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi. ” Clarice Lispector.

 

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Homenagem Pública da Rede Trans Brasil à travesti Amanda Marfree

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