Homenagem Publica da Rede Trans Brasil aos Militantes Trans Thina Rodrigues e Igor Lima

Vimos através desta homenagem agradecer as contribuições da militância Trans dxs companheirxs que nos deixaram nas últimas 24 horas.

Nas primeiras horas do dia de hoje a Associação das Travestis e Transexuais do Estado do Tocantins informava que na noite de ontem, dia do Orgulho LGBT, o falecimento do companheiro Igor Lima Potencio, um homem trans, advogado e militante da causa trans, o militante seria empossado como primeiro dirigente transexual da OAB do Tocantins hoje, segunda-feira, véspera da data de seu aniversário de 25 anos de idade.

Um suicídio emblemático no dia 28 de junho, onde alguns ainda tentavam comemorar o dia Internacional do Orgulho LGBT e traz à nossa face a pouca importância ao tema depressão na nossa comunidade.

Thina Rodrigues presidente da Associação de Travestis do Ceará (Atrac), morreu em Fortaleza, na manhã desta segunda-feira (29), aos 57 anos, vítima da Covid-19, com informações de membros locais da Rede Trans, ela teve uma parada cardíaca e não resistiu ao agravamento da infecção. Thina teve a trajetória de vida marcada pela luta contra preconceitos e discriminações a transexuais e travestis, situações que também estiveram em sua trajetória de vida pessoal e na maioria das travestis brasileiras que abandonam o seio familiar ainda na adolescência para ter sua identidade de gênero vivida e respeitada, destacamos sua atuação na Associação de Travestis do Ceara (ATRAC), onde esteve desde a sua fundação e, com a morte de Janaina Dutra em 8 de fevereiro de 2004 assumiu a presidência até os dias atuais. Thina também trabalhou na gestão pública municipal de Fortaleza, na política municipal voltada a ações para a população LGBT na coordenadoria especial da diversidade sexual ligada a secretaria de direitos humanos e desenvolvimento social, e era membro do PDT Diversidade do município de Fortaleza, Thina representava a Associação de Travestis do Ceará (Atrac) na nossa Rede Trans Brasil.

“Começamos a lutar pelo direito de ir e vir e de existir de todos nós. Passamos a ser protagonistas das nossas próprias histórias. A nova geração está vivendo o que construímos para ela, mas o preconceito não vai acabar. Cada menina maltratada na escola, no posto de saúde, me machuca. A luta precisa continuar”, sentencia Thina, que quer ser lembrada apenas “como uma pessoa simples, lutadora, ativista e militante que vai ficar muito feliz quando as travestis e trans forem aceitas de forma plena” Falou Thina ao diário do Nordeste em novembro do ano passado, onde ela desteja que possa um dia ver uma sociedade mais habitável para nossa população como não foi para ela.

Poucxs choram por nós, porém hoje choramos por vocês Thina e Igor, em nome de muitos que se foram e doaram parte de suas vidas a esta luta.

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